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Líderes Nomad na Feira do Livro de Espinho

13 Agosto 21h
Volta ao Mundo em 14 meses, por Filipe Morato Gomes
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20 Agosto 21h30
Aventura na Índia, por Inácio Rozeira
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27 Agosto 21h30
Odisseia Turca, por Jorge Vassallo

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Petra e o Melhor da Jordânia




fotos por António Gomes

Petra e o Melhor da Jordânia
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O omelette man


Embarque na Aventura na Índia, com Inácio Rozeira e prove a "melhor omolete do mundo".
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Kurban Days, por Tiago Salazar (Líder Nomad)

O Kurban Bayrami veio até mim na forma de moelas e costeletas panadas. Andarilhava eu ao Alá dará e ao calhas pelo bairro de Fatih à cata de sangue bovino, ovino ou caprino, quando dei com um vestígio bizantino, nada menos do que o cume do aqueduto justiniano que levava água do Bósforo aos planaltos de Istambul. A cidade é assim inesperada. E por detrás de uma lixeira aprumada pode sempre aparecer uma relíquia. Não se encontra o que se procura mas o que se encontra. Pasmado com os engenhosos calhaus de dois mil anos (e mais alguns) quase não dava pelo velho ritual sagrado em honra das papilas do profeta Abraão que decorria do outro lado da rua, dentro de uma garagem convertida em cafurna de sacrifícios. O animal já fenecera há um par de horas, mas os urros dos carrascos não andariam longe do derradeiro ulular do falecido bicho. Cheguei-me ao talho como quem pergunta se o autocarro demora e logo fui cercado por um rebanho de muçulmanos de barbichas aparadas dispostos a converterem-me às maravilhas gastronómicas do Islão. Um deles fazia circular um machado para que cada um dos carrascos assestasse a lâmina no cachaço, nos cornos ou no lombo do bicho sacrificado, conforme a sua habilidade e pujança. Ainda mal chegara e já me enfartavam de chá, baklava e um generoso pires de moelas. Aceitei o chá e aconcheguei-me num banquinho a ouvir o concílio dos maometanos enquanto o chá arrefecia. Quando me disse vegetariano, para escapar a uma ceia de costeletas panadas, um dos mais novos arrancou com uma ladainha imparável sem que lhe tivesse perguntado por nada. Dizia ele "we love animals. Killing is a sacrifice like Abraham's son killed". E de cada vez que saia de ao pé de mim alçava do machado e rachava mais um bocadinho dos cornos do bicho diante de um coro de gargalhadas. Alcei então da chávena e proferi um "xerefé" como quem reza um sutra pela alma do chifrudo falecido.

Tiago Salazar, Istambul, Dezembro 2009

Istambul: Uma viagem literária (com Tiago Salazar)
+ info em:
http://www.nomad.pt/medio_oriente/turquia/viagem2/descricao.htm

Debaixo dos vulcões, por Tiago Salazar (Líder Nomad)

Os desafortunados que chegam por Manágua deparam-se com o insólito, como se a sucessão de tragédias (terramotos, revoluções de fachada, nepotismos) tivessem entorpecido as vontades. O centro de Manágua, outrora um exemplo de arquitectura colonial, não existe. Destruída por um terramoto em 1972, a cidade assim se manteve as últimas décadas, com a maior parte dos despojos convertidos em atracção turística e numa pobreza concupiscente. (...)

Tiago Salazar
(Líder Nomad)

leia o relato completo em:

Uma comarca exótica, por Tiago Salazar

"Todo o Marrocos citadino é destino de eterno retorno para quem consiga pairar “au-dessus de la mêlée”, que é como quem diz, acima da confusão. Na casa dos árabes, ou seja, de Tânger à Turquia, o caos é uma forma de harmonia sem conflito. Como se outro cenário, do tipo suíço, por exemplo, fosse um presságio de loucura, um convite ao desvario."

Tiago Salazar
(Líder Nomad)

leia o relato completo em:

O Próximo Lugar, por Gonçalo Cadilhe

É uma pergunta recorrente na minha vida: “Qual o lugar que gostaste mais?” Fazem-na os outros e faço-a eu a mim próprio. Por vezes, confundo a resposta. “Depende. Que gostei mais para quê? Para namorar? Para envelhecer? Para ficar muito tempo, para ver só de passagem, para imaginar-me a criar uma família?” Há muitas respostas para o lugar que gostei mais de visitar. Mas, frequentemente, em tom de brincadeira, respondo: “O próximo”.
É uma resposta-talismã, um voto de prosseguimento desta volta ao mundo em espiral que tem sido a minha idade adulta. O meu interlocutor, apanhado de surpresa, geralmente acha graça e não insiste.

Gonçalo Cadilhe

A nova Babilónia, por Tiago Salazar


A capital nepalesa, outrora uma Babilónia budista, é hoje uma zarzuela frenética e fumegante de motas, lambretas, tuc-tucs, táxis (e tractores), de saddhus (homens santos) em transe e em trânsito, de pedintes profissionais e de toda uma horda de saqueadores de turistas incautos cuja técnica mais elaborada é mendigar um pacote de leite na mercearia mais próxima para financiar um chuto ao dobrar da esquina. De Katmandu direi que serve a função (menos funesta) de sabermos como resistem os hippies a 30 anos de terapia em altitude... (...)

Tiago Salazar

leia o relato completo aqui


À Espera dos Tártaros, por Gonçalo Cadilhe


Às vezes chegam a meio da noite, quando os ocupantes do forte já estão a dormir, e seguem as suas danças de acasalamento, os seus rituais antigos, as suas hierarquias cautelosas — indolentes os mais fortes, nervosos os mais fracos — ao abrigo dos olhares ávidos e indiscretos dos humanos. Outras vezes chegam à luz do dia, e a notícia corre rapidamente por toda a fortaleza: as sentinelas abandonam qualquer posição que ocupem e precipitam-se em silêncio para a muralha ocidental.

Não é por acaso que a muralha olha a Ocidente. Na melhor das hipóteses, chegam ao fim da tarde, avançando contra a luminosidade quente e bruxuleante da savana, e um murmúrio de felicidade percorre o bastião. Os que se encontram presentes, os que tiveram a sorte de agarrar o momento, sabem que ganharam a recompensa por todos os esforços, sacrifícios e custos que passaram para estar aqui. Sabem que estão a experienciar um fim de tarde único nas suas vidas.

O Forte Namutoni é um lugar de espera. Sem certezas. Turistas de todo o mundo chegam a este posto avançado da civilização e espreitam para lá dos seus baluartes o fundo da África primordial. Com sorte, vêem. É a vida na Terra o que vêem; e é a alegria de estar vivos o que sentem. Como se o excesso de azáfama existencial que assedia o forte contagiasse depois os seus ocupantes. Sim, é isso: sentimo-nos mais vivos em Namutoni.

Situado na orla do grande deserto de sal de Etosha, o forte de Namutoni é um dos três lugares onde os seres humanos podem pernoitar dentro do esplêndido Parque Nacional de Etosha, que é na minha opinião a melhor reserva natural do continente africano. Ao contrário dos outros parques que conheço, o Etosha encontra-se num semi-deserto, com pouquíssima vegetação e pontos de água raros e dispersos. Por isso, é muito fácil avistar a fauna selvagem neste descampado árido e descoberto. Basta conduzir até um dos poucos charcos da região: ela concentra-se lá.
Na base da muralha ocidental de Namutoni encontra-se um desses charcos, e pode acontecer que os animais selvagens decidam vir beber aqui. Elefantes, rinocerontes, girafas, leões, leopardos, gnus, ou mesmo um mesquinho chacal são motivo de júbilo atrás das muralhas. Porque é diferente andar a conduzir pelas estradas do parque, e ver com alguma certeza animais na distância; ou estar ao pôr-do-sol sentado no forte e, se tivermos sorte, ver a poucos metros, na base da muralha, esses mesmos animais. Uma diferença de perspectiva. Uma diferença abismal: No carro, vemos os animais na distância, em horizontal; a partir da muralha, vemo-los ao pé de nós, ali em baixo. Como ver ópera num ecrã de televisão, ou em directo no São Carlos. Com o bónus de, aqui, poder ter um copo de vinho branco na mão ao longo do drama.

Por isso, o fascínio desta muralha ocidental de Namutoni: um palco que permite espreitar para fora do espaço hermético e familiar do forte a realidade primordial de um planeta que só recentemente nos acolheu também a nós, espécie humana, e que nos colocou sempre grandes dificuldades em sobreviver.

O forte foi construído em 1906 na orla do grande deserto de sal do Etosha. A potência colonial que ocupava a Namíbia nessa altura, a Alemanha, tentava evitar o contrabando de armas para as tribos de Ovambos e Hereros. Era uma fortificação no limiar de um mundo de fantasia e mistério com um punhado de soldados europeus a vigiar um dos mais recônditos pedaços de África negra que era, paradoxalmente, de uma brancura frígida e desoladora.

Passaram muitos anos. E muitas guerras, que tornaram o forte obsoleto e quase ridículo pela sua fragilidade. Foi de facto praticamente abandonado até que em 1950, com o número de visitantes do Parque a crescer exponencialmente, foi recuperado como estrutura turística. O Etosha existe como reserva de caça desde 1907, mas dos 99.526 km2 que ocupava há algumas décadas atrás mantém hoje apenas um quarto dessa área: qualquer coisa, mesmo assim, equivalente ao Alentejo.

É severamente proibido visitar o parque fora de uma viatura. Por outras palavras, os seres humanos no Etosha não podem sair do carro nem sequer debruçar-se das janelas. Por razões de segurança, naturalmente, mas também de conservação: desta forma, a vida selvagem não se habitua à presença humana, apenas ao movimento lento de chapas de carroçaria, ao rumor ronronante de pneus e ao cheiro da combustão do petróleo.
O parque possui apenas três centros de alojamento para os visitantes humanos — para além de Namutoni, também Halali e Okakujo, mas estes dois, anónimos resorts, não têm a graça nem o peso histórico do forte. E, tal como o habitáculo fechado de uma viatura, também estes “resorts” são herméticos, literalmente “vedados” à realidade que os rodeia. Aliás, os resorts são sempre assim. Mas o Namutoni é também um forte. Foi esta associação de ideias que me fez recordar o “Deserto dos Tártaros”, livro fabuloso de Dino Buzzati que faz parte da lista das obras de ficção que eu levaria para a ilha solitária.
Buzzati conta-nos a história do tenente Drogo, transferido no início da carreira para uma fortaleza solitária no topo de uma montanha isolada, no confim do Império, na orla do deserto dos Tártaros. Os inimigos, no entanto, deixaram há muito de aparecer e que já ninguém se lembra como são ou quando efectuaram o último ataque. Mas Drogo passa meses, depois anos, por fim toda a sua vida, a perscrutar o horizonte. É preciso nunca baixar a guarda, continuar a vigiar porque a qualquer momento os Tártaros podem fazer uma incursão. É preciso ter paciência. Uma vida a defender um pequeno espaço hermético e familiar de tudo o que nos é diferente, estrangeiro, incompatível.

Esta é apenas uma das leituras, um dos resumos, possíveis do livro de Buzzati, claro. Mas estou à espera no forte, o sol que vai bruxuleando e desaparecendo na savana, o copo de chardonnay na mão com os amigos espalhados pelo baluarte a perscrutar o horizonte. Talvez nós, sentinelas humanas de Namutoni, nos tenhamos tornado tão estrangeiras e incompatíveis com a vida natural que decorre ali fora, como os Tártaros eram incompatíveis com o Império.
Mantenho-me talvez apareçam esta noite, de preferência não muito tarde, talvez ainda não esteja a dormir e consiga seguir as suas danças de acasalamento, os seus rituais antigos, as suas hierarquias cautelosas, indolentes os mais fortes, nervosos os mais fracos. Talvez testemunhe um pouco de azáfama existencial e me sinta também eu um pouco mais vivo esta noite.

Gonçalo Cadilhe publica regularmente as suas crónicas de viagem no Expresso. É escritor e líder Nomad em África.

Conheça em http://www.nomad.pt/africa/africasul/viagem4/descricao.htm mais detalhes sobre a viagem "Àfrica Acima, com Gonçalo Cadilhe"

Um lugar ao sol, por Tiago Salazar

Defronte da calle de Santa Maria ouvem-se os ecos dos grandes slogans comunistas. Señores imperialistas no les tenemos absolutamente ningun medo. Entre a Havana Vieja, das muralhas de castelos espanhóis convertidos em atracção turística, dos retratos do francês Vernay alusivos à chegada do descobridor Cristóbal Colón, da Bodeguita del Médio, bar-restaurante celebrizado por Hemingway nos anos 50, e a Havana pós-colonial, apinhada de bairros sociais decrépitos e indigentes, há todo um abismo. O manto do realismo tornado mágico pela literatura é apenas glorioso nas páginas de «Três Tristes Tigres», de Guillermo Cabrera Infante ou «Paradiso», de José Lezama Lima. (...)

Tiago Salazar

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viaje até Cuba com o Tiago, para mais informações clique aqui

"A pausa do transiberiano" - por Tiago Salazar

"Perder um comboio nada tem de transcendente se estivermos num ramal familiar (por e.g. a linha do Estoril) de bom astral (por. e.g. na Andrómeda de Andrade), com um livro de bolso (por e.g. do poeta Eugénio) ou na companhia certa (por e.g. a madame Eva). Naquela tarde do Verão russo de 5º tinha apenas a meu favor a madame Eva. Estava por essa altura em Ulan-Ude, a caminho da China, na rota do transiberiano que em condições normais me levaria a Pequim cinco dias mais tarde, depois do Gobi e da Grande Muralha. Por instantes, Pequim pareceu-me um lugar de outra galáxia e todos os russos do apeadeiro uma horda de ursos ameaçadores. (...)"

Tiago Salazar

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viaje pelo Transiberiano aqui

Descoberta da América Central | Chicken Bus

"Proponho desde já que todo o nosos sistema de transportes públicos seja substituído pelo famoso "Chicken Bus". Andaríamos todos mais felizes ..."
João Ochoa na viagem Descoberta da América Central

Travessia dos Picos de Europa | Feriado 5 Outubro

"Um programa muito bem organizado, com um guia excelente que demonstrava experiência e um bom contacto com os habitantes locais, assim como grande preocupação em relação ao bem-estar de todos os participantes. A companhia foi excelente. Houve uma dinâmica de grupo muito agradável em que reinou a boa disposição! Ficam as recordações das paisagens, do riso e do queijo cabrales!
Cristina D.

Nova partida a 4 de Outubro 2009
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Aldeias Berberes e Toubkal | Últimas Inscrições

"O contacto com as populações combinado com a beleza da paisagem, fazem deste trekking um sonho!"
Ana R.

últimas inscrições para a data de 12 a 20 Setembro 2009

Petra e o Melhor da Jordânia

"Não percam, vim de lá há duas semanas e adorei. A Jordânia nunca é o primeiro destino que nos lembramos de visitar, mas vale a pena. Os guias da Nomad mostram-nos o país "por dentro". Wadi Rum é espectacular."

Graça P.

Roma de mochila às costas por Gonçalo Cadilhe


O português que já viajou por todo o mundo esteve algumas vezes em Roma e fala-lhe do despretensiosismo da capital italiana. Conheça as propostas de Gonçalo Cadilhe para Roma no site do Jornal i em: http://www.ionline.pt/conteudo/15724-roma-mochila-s-costas-goncalo-cadilhe

Viaje com Gonçalo Cadilhe, veja como em: http://www.nomad.pt/empresa.htm